A mineração em Carajás avança em mais uma etapa de sua transformação tecnológica. Oito caminhões fora de estrada autônomos começaram a operar na mina N4WS, em Serra Norte, no Pará, ampliando a presença desse tipo de equipamento nas operações da Vale na região.
A nova frota inclui caminhões Caterpillar dos modelos Cat 797 e Cat 794 e faz parte do projeto desenvolvido pela Vale em parceria com Caterpillar e Sotreq para ampliar gradualmente a automação do transporte de minério no Sistema Norte.
O cronograma divulgado prevê uma expansão rápida nos próximos meses. Além das oito unidades colocadas em atividade em setembro, estão previstas 13 novas unidades em outubro, duas em novembro e outras 12 em dezembro, levando essa nova etapa do projeto a um total de 35 caminhões autônomos até o fim de 2026.
Tecnologia assume o transporte em N4WS
Os equipamentos utilizam o Cat MineStar Command for hauling, sistema desenvolvido para controlar de forma autônoma as atividades de transporte na mina.
Durante os ciclos de trabalho, os caminhões podem executar deslocamentos sem um operador dentro da cabine. Sistemas de posicionamento, sensores, comunicação e controle digital trabalham de forma integrada para orientar os equipamentos pelas rotas determinadas, enquanto profissionais acompanham a operação remotamente.
A implantação em N4WS amplia uma experiência que já faz parte da rotina de Carajás. A região utiliza tecnologia autônoma há alguns anos e Serra Norte já conta com caminhões trabalhando sem operadores embarcados.
Mais do que substituir a condução convencional, a expansão aumenta a importância da integração entre máquinas, sistemas digitais, planejamento e manutenção. Em uma frota autônoma, disponibilidade mecânica e confiabilidade dos componentes passam a trabalhar diretamente ligadas à capacidade do sistema de manter ciclos contínuos de produção.
Automação ganha escala em Carajás
A Vale iniciou testes com caminhões autônomos no Sistema Norte em 2019, antes de incorporar a tecnologia à produção em Carajás em 2021.
Segundo dados anteriormente divulgados pela mineradora, operações com esse tipo de tecnologia podem alcançar ganhos de até 15% no rendimento operacional e reduções de até 7,5% no consumo de combustível, além de diminuir a exposição de trabalhadores às zonas de interação com equipamentos de grande porte.
A mudança também transforma o perfil das atividades dentro da mina. Parte das funções migra da condução direta das máquinas para áreas relacionadas a controle operacional, tecnologia, planejamento e manutenção especializada.
O movimento deverá continuar nos próximos anos. O acordo firmado entre Vale, Caterpillar e Sotreq prevê levar a frota autônoma do Sistema Norte para aproximadamente 90 caminhões até 2028, distribuídos entre as operações de Serra Norte e Serra Sul.
Com a entrada dos Cat 797 e Cat 794 em N4WS, Carajás dá mais um passo na construção de uma operação em que equipamentos de grande porte, conectividade e automação passam a fazer parte de um mesmo sistema produtivo.
Fontes: CKS Online e Vale.







