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Mineradora registra alta no lucro e no EBITDA com avanço de vendas e melhora de preços de minério, cobre e níquel

A Vale iniciou 2026 com crescimento consistente em seus principais indicadores financeiros, de acordo com o balanço divulgado na noite desta terça-feira (28). No primeiro trimestre (1T26), a mineradora reportou lucro líquido de R$ 9,95 bilhões, alta de 22% na comparação com o 1T25, impulsionada por melhor desempenho operacional, avanço das vendas e melhora no resultado financeiro.

A receita líquida de vendas somou R$ 48,68 bilhões no período, crescimento de 3% frente ao 1T25, sustentado pelo aumento nos volumes comercializados em todos os principais segmentos da mineradora. As vendas de minério de ferro cresceram 4%, enquanto cobre e níquel avançaram 11% e 15%, respectivamente, além de a empresa se beneficiar de preços realizados mais elevados, com destaque para o minério de ferro fino, que atingiu preço médio de US$ 95,8 por tonelada.

Segundo o CEO, Gustavo Pimenta, a companhia registrou um começo de ano considerado “sólido”, com recordes de produção em vários ativos, refletindo a excelência operacional e a maior flexibilidade do portfólio em um ambiente de mercado mais favorável. A mineradora também ressaltou a continuidade do foco em eficiência de custos como pilar para preservar competitividade e aumentar a resiliência diante de pressões externas.

O desempenho operacional também se refletiu no EBITDA ajustado, que alcançou R$ 20,1 bilhões no trimestre, alta de 11% na comparação anual. Já o EBITDA proforma totalizou R$ 20,4 bilhões, avanço de 9%, refletindo principalmente o maior volume de vendas e preços mais favoráveis das commodities, parcialmente compensados pelo impacto da valorização do real.

Entre os segmentos, o negócio de minério de ferro gerou R$ 15,3 bilhões em EBITDA, enquanto cobre e níquel apresentaram forte expansão, com crescimento de 57% e 551%, respectivamente, evidenciando a maior relevância dos metais básicos no portfólio da companhia.

Mesmo com pressões de custos, a empresa manteve eficiência operacional, com EBITDA ajustado de R$ 15,67 bilhões e margem de 32%, superior à registrada um ano antes, reforçando a capacidade de geração de caixa em um cenário ainda marcado por volatilidade cambial e desafios no mercado global de commodities.

Os investimentos em CAPEX totalizaram US$ 1,1 bilhão no período, em linha com o guidance anual de US$ 5,4 a 5,7 bilhões para 2026.

Fonte: revistamineracao.com.br (Leles Wilian)

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